quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Rosana Zucolo

Em tempos já há muito idos, sol forte de verão, praia de areias muito claras. E nela o deus grego de cabelos loiros cacheados, olhos azuis, nariz perfeito, corpo perfeito,assombrava o meu cotidiano praieiro. Ele lá, distante, no seu mundo inacessível. Eu cá, guria tímida, ainda não sabia do que era capaz.Por um tempo foi assim, até que Dionísio cansado daquele chove não molha, daquele rala não rola, tratou de mandar Hermes cuidar do caso. E o rapaz abriu a boca! Foi quando um sino bateu agudo na minha lucidez tipo aí tem! Muito cuidado! Mas quem teria cuidado? Vinte e cinco anos depois reencontrei o deus grego num carnaval. Foi quando dimensionei o estrago que nós, humanas, fazemos aos deuses! ;
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